A mais recente estratégia do governo visando diminuir o custo da energia elétrica

Você acha sua conta de energia elétrica alta? Se sim, saiba que não está sozinho. Muitos brasileiros em todo o país compartilham dessa mesma preocupação. Em resposta às críticas, o governo federal está buscando implementar medidas para resolver essa questão.

Recentemente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), anunciou que pretende solicitar uma antecipação de R$ 26 bilhões em investimentos provenientes da privatização da Eletrobras. Ele acredita que essa iniciativa poderá contribuir para a redução dos preços da tarifa de energia elétrica.

Segundo Silveira, parte desses recursos já foi utilizada, mas o saldo restante poderia ser empregado para antecipar o pagamento de dois empréstimos contraídos pelas distribuidoras. Isso permitiria que elas cumprissem seus compromissos financeiros, mesmo em momentos de crise.

O ministro também ressaltou que os recursos da Eletrobras, destinados a serem pagos em 30 anos, podem ser utilizados exclusivamente para mitigar os impactos nas tarifas. Ele expressou o desejo de utilizar esses fundos para reduzir os encargos financeiros associados à Conta Covid e à Conta Escassez Hídrica, que atualmente estão sujeitos a altas taxas de juros, em torno de 12% a 13% ao ano, mais a inflação. O objetivo é minimizar o impacto dessas tarifas para os consumidores.

Subsídio

Silveira já havia mencionado anteriormente a necessidade de tomar medidas para reduzir o custo da energia elétrica. Em uma recente entrevista, ele sugeriu que o governo poderia considerar subsídios, embora não goste de usar esse termo.

“Não quero rotular isso como subsídio; prefiro discutir como vamos financiar o impacto da transição energética na conta de luz e garantir que continuemos avançando nessa transição sem prejudicar a economia”, afirmou o ministro.

Ele ressaltou que, assim como na área da saúde, o setor elétrico não pode ser analisado apenas do ponto de vista da rentabilidade. Segundo ele, a intervenção do Estado nesse setor deve ser tão robusta quanto em áreas como segurança, saúde e educação, que são protegidas pela Constituição.

Lula critica os preços da conta de luz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve recentemente no estado do Amapá para apresentar medidas que visam resolver os problemas estruturais do setor elétrico local. Durante sua visita, ele destacou a necessidade de se questionar as disparidades nos valores cobrados nas contas de luz.

“Três milhões de pessoas, que são os empresários, pagam um terço do preço da energia que paga o pobre. Eu faço uma pergunta: é justo o rico pagar menos do que o pobre?”, questionou o presidente no evento, que contou com a presença de alguns senadores.

Ações visando a diminuição dos valores das faturas de energia elétrica

A fim de reduzir os custos da energia elétrica, o presidente afirmou que buscará uma solução em 2024 para diminuir as tarifas pagas pelas famílias de baixa renda em todo o país.

“O governo precisa se dedicar a resolver a questão da energia no início do ano, pois os cidadãos trabalhadores e de baixa renda não devem continuar arcando com os custos dos mais privilegiados”, acrescentou o presidente.

No ano passado, ainda em dezembro, Lula anunciou a assinatura de uma Medida Provisória (MP) para evitar um aumento de 44% nas tarifas de energia no estado do Amapá. Essa elevação estava sendo proposta pela distribuidora local, que foi recentemente privatizada e cujo contrato permite revisões tarifárias extraordinárias (RTE).

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